28 de mar de 2011

Nova pesquisa mostra que é possível identificar o Alzheimer com décadas de antecedência

Pacientes com a doença têm níveis mais baixos de utilização de glicose no cérebro do que aqueles com funções cognitivas normais, e essa queda nos níveis pode ser identificada com até 20 anos de antecedência ao primeiro sintoma

Pesquisadores da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, nos Estados Unidos, descobriram que pacientes com Alzheimer podem conseguir identificar a doença décadas antes de ela começar a manifestar os primeiros sintomas, o que dá uma nova perspectiva para os tratamentos clínicos. O estudo foi publicado nesta segunda-feira (28) no jornal especializado Translational Neuroscience.

Os médicos do centro médico descobriram que os pacientes com a doença têm níveis mais baixos de utilização de glicose no cérebro do que aqueles com funções cognitivas normais, e essa queda nos níveis pode ser identificada com até 20 anos de antecedência ao primeiro sintoma do Alzheimer.


O estudo observou cobaias animais, ratos que foram geneticamente modificados para desenvolver a doença. Os pesquisadores descobriram que as mitocôndrias desses animais - são células cerebrais tidas como as “usinas” da nossa mente -, responsáveis por transformar a glicose em energia, começavam a ficar defeituosas justamente quando conseguiam detectar a presença da proteína beta-amilóide, ligada à doença.


Passado o equivalente a 20 anos humanos, os ratos com metabolismo energético comprometido começaram a apresentar os primeiros sintomas do Alzheimer, como a perda de memória e outros problemas cognitivos.


“Essa evidência nos ratos valida a teoria de que o diagnóstico do Alzheimer pode ser resultado de uma danificação na produção energética celular no cérebro”, afirmou o autor do estudo Giulio Pasinetti. Para ele, o fato de se poder identificar a debilitação das mitocôndrias tão cedo pode ser um grande passo no tratamento da doença.


“Essa descoberta pode revolucionar a forma como nós intervimos (nos pacientes)”, disse Merina Varghese, coautora do estudo. “O estudo abre espaço para o desenvolvimento de novas prevenções e terapias para humanos visando a evitar um eventual aparecimento dos sintomas do Alzheimer, mesmo enquanto eles (os pacientes) ainda têm todas as funções cognitivas normais”, afirmou.
Fonte Redação Época
  

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