25 de jan de 2011

Imagens da Mongólia: conheça o fascinante país de Gêngis Khan

As competições de arco e flecha durante o Naadam também são abertas para as mulheres. Mas, visto suas roupas, a competição também parece ser de quem usa os trajes mais elegantes.
 Viajar pelo mundo em busca de imagens  e histórias insólitas parece ser uma atividade profissional invejada. Quantas pessoas já não me perguntaram, mesmo se em tom de brincadeira, se elas não poderiam viajar comigo “levando malas” ou “carregando o tripé”? Essas súplicas joviais acabaram instigando minha cabecinha a montar uma viagem exótica para um grupo de pessoas que curtam viajar e que amem fotografar lugares exóticos.
A Mongólia é um dos países mais fascinantes que conheço e um paraíso para fotógrafos. Durante minha última viagem em agosto de 2009, quando participei de uma cerimônia no monastério Khamariin – para desenterrar tesouros budistas escondidos nas areias do deserto –, comecei a desenhar uma expedição que pudesse revelar a singularidade do país a brasileiros que gostariam de conhecer a região.
Em parceria com LATITUDES – Viagens de Conhecimento, montei um itinerário de 15 dias na Mongólia que pudesse cobrir os lugares que visitei durante minhas duas jornadas no país. Esse é um convite para os viajólogos que queiram participar da expedição IMAGENS DA MONGÓLIA em julho de 2011. Além de conhecer paisagens exuberantes e apreciar festividades tradicionais, os viajantes receberão um curso prático de Fotografia de Viagem.
Escolhi, como ponto central da jornada, as festividades do Naadam, as chamadas Olimpíadas das Estepes. Assistiremos cenas das competições de arco e flecha, das corridas de cavalos pelas planícies e das lutas livres entre gigantes mongóis. Como o Naadam é o principal feriado nacional, todos os participantes estarão vestidos com seus trajes mais elegantes e coloridos. E, importante, os mongóis adoram ser fotografados!
Outro ponto alto da viagem será a visita ao monastério Khamariin, no deserto de Gobi, onde conheceremos o local onde Danzan Rabjaa, o Lama do Gobi, viveu há quase dois séculos. Antes do mosteiro ter sido destruído no verão de 1938 pelo exército soviético, o monge Tuduv conseguiu esconder nas areias do deserto 64 arcas contendo os tesouros do templo: objetos religiosos, manuscritos sagrados e obras de arte. Mais da metade das arcas já foi exumada por Altangerel, neto de Tuduv e curador do museu que visitaremos em Sainshand. No norte, também visitaremos o mosteiro Amarbayasgalant – na minha opinião, o mais bonito do país.

O monastério budista Khamariin tem uma história fascinante e está situado no deserto de Gobi. O pôr do sol no Jardim de Estupas Shambala faz parte do programa fotográfico.
 Para os que buscam um maior contato com a natureza, a expedição passará pelo Parque Nacional Hustai, onde fotografaremos alguns dos 200 cavalos selvagens que habitam a área. O cavalo selvagem é nativo das estepes mongóis. A Reserva Natural Ikn Nart acolhe duas espécies de carneiros selvagens – o Argali e o Ibex – e tentaremos encontrá-los entre as formações rochosas espetaculares da região.

Os cavalos selvagens foram extintos na natureza em 1968. Mas em 1992, 16 cavalos selvagens que viviam em zoológicos europeus regressaram às terras de seus antepassados. Hoje existem mais de 200 animais.
 Cerca de um milhão de mongóis – um terço da população total – ainda vive no campo, seguindo seu modo de vida nômade. Vivenciaremos o saber e a hospitalidade nômade ao passar diversas noites em acampamentos tradicionais, nas tendas redondas “ger”, conhecendo um pouco mais do cotidiano. Como só usaremos hotéis na capital Ulaanbaatar e ficaremos acampados em tendas nômades, o custo da viagem é relativamente baixo. Se considerarmos que o preço da expedição inclui transporte interno, alimentação, alojamento e entrada nos p.arques, os R$ 480 por dia por pessoa realmente parecem pouco… O mais importante é criar coragem, não ter medo do desconhecido, preparar sua câmera fotográfica e colocar o pé na estrada. Será uma viagem inesquecível, eu garanto!

Teremos a ocasião de tomar o tradicional chá salgado com algumas famílias nômades. Durante a viagem, todos os pernoites fora da capital serão em acampamentos tradicionais como esse.
Fonte: Época
Blog de Haroldo Castro

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