17 de mar de 2011

Casamentos vão durar só 10 anos e serão poligâmicos, diz Adjiedj Bakas

Você imagina como serão os relacionamentos amorosos daqui a dez ou 20 anos? O casamento será diferente? E de que forma as pessoas cultivarão a espiritualidade? O observador de tendências Adjiedj Bakas refletiu sobre estas questões e traçou os contornos de um mundo novo e não muito distante de nós. Com base nas informações reunidas por sua equipe, o professor Bakas aponta alguns dos caminhos futuros da humanidade em áreas distintas, entre elas, o casamento. "Acredito que iremos nos casar por, no máximo, dez anos. Depois disso, nos divorciaremos automaticamente", diz. Seu olhar sobre o futuro é considerado provocativo e polêmico.
Nascido no Suriname, de família indiana e muçulmana, Bakas faz cerca de 200 conferências por ano e influencia um público formador de opinião estimado em 200 mil pessoas. Seus livros, O Futuro de Deus e O Futuro do Amor, são best-sellers em mais de 40. Irônico e bem-humorado, Adjiedj vê o planeta mudar rapidamente. É com base na observação atenta dessas transformações que ele indica para onde o mundo se inclinará. Confira:
 
Falar de amor é sempre uma boa maneira de começar. O senhor poderia nos contar mais sobre as relações amorosas do futuro?
Muitas pessoas idealizam o passado, mas o amor que os nossos avós manifestavam não era necessariamente maravilhoso. Quando as mulheres eram muito dependentes, elas se casavam principalmente por razões econômicas. A libertação feminina permitiu que elas fossem atrás do amor real tanto quanto os homens. A ideia de uma relação amorosa que dure por toda a vida vem da época em que a idade média dos seres humanos era de 40 anos. Hoje, já temos atingido 80 anos em alguns países e vamos chegar rapidamente aos 100, 120 anos. Já imaginou viver mais de um século com alguém?

Como irão se configurar os casamentos no futuro?
Acredito que iremos nos casar por, no máximo, dez anos. Depois disso, nos divorciaremos automaticamente. Claro, poderemos renegociar as condições do casamento anterior e estender o prazo por mais tempo, e assim por diante. Daqui a dez ou 20 anos, nós viajaremos mais do que nunca, encontrando mais e mais pessoas, e teremos possibilidades de novas experiências. E nós vamos experimentar muuuito! Porém, muitos indivíduos ainda terão medo de se divorciar. Para resolver esse problema, vão manter um amante ou uma amante ao lado da relação principal. Isso será bem mais comum do que agora, especialmente nos centros urbanos. Como as cidades vão crescer muito - e viver desse modo é "uma coisa de cidade", esse fenômeno tende a se expandir.
Nesse sentido, como serão as novas relações amorosas?
Vamos viver com menos hipocrisia e desigualdade. Antigamente, os homens mais velhos sempre queriam uma mulher jovem. Hoje, as mulheres têm relações estáveis com parceiros mais jovens do que elas, ou saem com rapazes de faixa etária inferior só para se divertir, o que é aceito por todo mundo. É só ver o exemplo de Madonna e Jesus Luz, seu namorado brasileiro. Essa vai ser uma tendência que irá se acentuar cada vez mais. No futuro, os relacionamentos também se tornarão mais poligâmicos, ou seja, uma pessoa poderá manter duas ou três relações amorosas ao mesmo tempo. Mas veremos também muitos indivíduos sozinhos: a solidão será um dos grandes tópicos do século 21.

O que acontecerá à sensação de propriedade que temos com relação ao nosso par amoroso?
O ciúme é tão velho quanto a humanidade - e isso vai continuar no futuro. As pessoas ainda manterão muito do que fazem em segredo. O problema é que a tecnologia vai tornar cada vez mais difícil ter coisas ocultas. Um parceiro ciumento poderá sintonizar o telefone celular de sua namorada, ler suas mensagens ou escutar seus recados na secretária eletrônica. E um novo sistema GPS poderá localizá-la facilmente. Mas as pessoas também serão cada vez mais criativas. Terão novas ideias para driblar a tecnologia.

O poder da mulher está crescendo a cada dia. Como isso afetará as relações sociais e de trabalho?
Os homens ficarão muito inseguros. Eles não saberão como lidar com isso e cooperar com elas. Em dez anos, vai haver mais mulheres milionárias do que homens na Grã-Bretanha. E é dinheiro que elas conseguiram por si mesmas. Os homens se sentirão hesitantes com suas parceiras bem-sucedidas profissionalmente e cairão fora. Por outro lado, um grande número de mulheres permanecerão solteiras, tendo à mão garotos para se divertir, e tudo bem. As mulheres de carreira terão um círculo íntimo de amigas, entre as quais algumas serão homossexuais. Estabelecerão uma intimidade profunda com elas. Essas novas tribos femininas serão um tipo de família, tal qual se vê em seriados como Sex in the City.

Como essas novas relações afetarão as crianças? E os homens?
As crianças aprenderão a conviver com tudo isso. Nas grandes cidades, elas já se habituaram a essas formas alternativas de se relacionar, embora eu tenha notado no Brasil que alguns pais realmente não conversam com seus filhos sobre assuntos que incluam amor e intimidade. É uma pena. Mas a realidade sexual do futuro será bem diversificada, o que já pode ser detectado atualmente. Hoje, nas grandes cidades, os homens estão se tornando bissexuais. Nem todos, é claro, mas muitos deles. Como alguns se sentem incapazes de manter relações com essa nova mulher que está surgindo, procuram por outros homens em segredo. Graças à internet, isso é mais fácil do que nunca. E vai acontecer muito. Também considere que muitas pessoas não fazem tanto sexo quanto dizem. Homens e mulheres, por vezes, têm uma vida celibatária e gastam sua energia sexual em outras atividades. Enfim, teremos múltiplas variações de opções sexuais e as crianças se acostumarão com isso.

No seu livro, o senhor fala muito das relações que teremos com robôs, até em nossa vida sexual. Nós iremos nos apaixonar por máquinas? E isso acontecerá em quanto tempo?
Em muitos países, você vê os androides se tornando cada vez mais humanos. Os robôs da nova geração têm pele macia, temperatura corporal adequada, falam, podem ser agradáveis e inteligentes. São capazes de dizer o quanto você está bonita e de elogiar o seu cabelo. Nós já temos teledildonics, ou seja, brinquedinhos eróticos eletrônicos que nos lembram exatamente do que gostamos e são capazes de fazer isso todo o tempo. Eu entrevistei uma senhora americana cujo marido morrera há alguns anos. Ela tinha mandado construir uma cópia/robô dele, inclusive com sua voz. Esse quase androide dormia em sua cama, ia para o shopping com ela e até jantava ao seu lado. No Japão, também vi diferentes experiências que mostraram como as pessoas mais velhas se apegam aos seus cachorros-robôs. No futuro, daqui a uns 20 anos, os robôs terão emoções e personalidades. E nós poderemos nos apaixonar por eles, até amá-los.
Fonte: MdeMulher 
 

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