17 de mar de 2011

Academia ensina como usar salto alto

Andar sem cair do salto alto é mais uma questão de técnica que de elegância natural. A afirmação é das responsáveis por uma academia de Paris especializada em ensinar as moças cansadas de lidar com a difícil tarefa de manter o porte e a saúde sobre uns centímetros a mais.
Durante uma hora, as alunas da "Talons Academy" recebem conselhos "importantes" sobre como calçar o salto alto e sobreviver a um dia inteiro, por meio de um método que, após um ano de funcionamento, se mostrou um sucesso. Como ponto de partida, um princípio básico que ao longo da classe se repete até não poder mais é: "Quando você está de saltos você é uma princesa, e como tal, esquece da pressa. Se for necessário, tem que esperar".

A origem deste projeto, pioneiro na França, partiu de duas parisienses de 28 e 29 anos, Marine Aubonnet e Eugénie Bret, que uma vez que tiveram seus próprios saltos sob controle decidiram consultar podólogos e agências de modelos para transmitir ao resto sua confiança e as recomendações dos especialistas.


Dessa mistura de experiência pessoal e profissional surgem conselhos que variam entre o reforço da auto-estima e um maior controle da linguagem não verbal, como a necessidade de caminhar com a coluna reta e sem olhar para os pés para refletir uma maior sensação de segurança. As alunas, aplicadas e cúmplices, agradecem a evolução. "Achei o método muito lúdico e interessante. Estou acostumada a andar com salto, mas não tinha certeza se fazia do jeito certo. Isto nos permitiu aprender a caminhar melhor, portanto me parece uma ideia excelente, e não algo fútil", diz Marilyn Bordeain, de 31 anos.


Razões parecidas movimentaram até o hotel onde é realizado o curso às outras nove mulheres participantes, com mais vontade que vergonha na hora de desfilar por um de seus corredores para pôr em prática o que aprenderam. "Na minha rotina, caminho muito e levo um ritmo muito rápido, por isso que optei por sapatos baixos. Mas adoro os saltos, meu namorado gosta muito, e quero forçar-me a usá-los mais", explica Sylvie Beauverger, que trabalha no atendimento ao cliente em um banco da capital francesa.


Em sua tentativa para alcançar a perfeição, que custa 15 euros por curso, as jovens são gravadas em vídeo para que assistam a sua própria evolução. E nesse caminho que conduz até o "impecável" com o qual se costuma qualificar o percurso final se pode ouvir desde um "desacelera" até um "lembra que também tens o direito de respirar".


Aubonnet, uma das monitoras, teve desde o fim de 2009 alunas de todo tipo de idade e classe social: "Independentemente de sua origem ou atividade, toda mulher vai ter a ocasião de usar um salto alto pelo menos uma vez ao ano, e nessa hora - assegura - é preciso estar à vontade". Ela e sua sócia lembram ainda da "humilhação" sentida na primeira vez que sentiram dificuldade em andar de salto alto.


Muitas já sabem que é aconselhável juntar as pernas ao caminhar, separar ligeiramente as pontas dos sapatos, deixar que se contornem os quadris e escolher o sapato que se adapta melhor a cada pé. Para surpresa de muitas, a aula, que começa com uma sessão de aquecimento, acaba, para surpresa de muitas também, com um conselho prático que deixa de lado o romanticismo e devolve as alunas à vida real: "Vale à pena levar sapatilhas ou outro sapato baixo na bolsa porque cedo ou tarde, você vai agradecer".
Fonte: Época
Por: Agência EFE

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